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Capítulo 11 – Novas categorias: Neurociências e envelhecimento

Aqui estamos, seis meses de blog e com as novas categorias: Neurociências e envelhecimento. Eu quis iniciar com alguns textos reflexivos e questionadores ao invés da famosa linha do tempo com datas que a gente acaba não guardando. É importante ressaltar que a maioria de vocês não é estudante de Psicologia e não precisam decorar datas ou guardar filósofos alemães para nenhuma prova. É prático, é útil mas eu prefiro não fazer dessa forma tradicional e repetitiva. Vou dar um exemplo das aulas de história: para não achar tudo chato eu imaginava a história do Brasil como se fosse tudo uma grande fofoca. Dessa forma ficava tudo muito mais divertido e interessante.

Napoleão invadiu Portugal, daí a família real que não tinha como combatê-lo, decidiu fugir para a sua colônia enorme, o Brasil. Nisso a rainha ficou muito irritada e fez de tudo para voltar para a corte, afinal aqui era muito mato, muito calor e muito inseto! Eles até voltaram depois mas o filho ficou para tomar conta e por coincidência antes de ir o príncipe regente Dom João VI colocou mais mato aqui, afinal ele criou o Jardim Botânico do Rio de Janeiro.

Eu achava todas essas coisas fascinantes. Óbvio, a escrita não será da mesma forma colocada acima. Foi apenas uma maneira de ilustrar que tudo pode ser mais fácil se for explicado de outra forma. E no fim das contas, se você não gosta de história, não se prenda a todos os acontecimentos. Foque nas principais “fofocas” (como por exemplo as festas que os romanos davam) e ainda sim você estará informado.

Dito isso, agora que chegamos ao capítulo 10 começaremos com as novas categorias que eu já queria falar há algum tempo. E não podemos falar de Psicologia sem falar de duas coisas muito importantes que são as neurociências e o envelhecimento. Na primeira aula de neuroanatomia aprendemos sobre o sistema nervoso, e é por ele que iremos começar na categoria de neurociências. Desde a formação até o seu funcionamento e como ele afeta o nosso cotidiano, o dia a dia.

Ninguém te ensina a envelhecer: além das neurociências e do envelhecimento

Já na área de envelhecimento, além das neurociências vamos falar principalmente sobre uma época da vida que todos vamos passar que é a velhice. Todos nós vamos envelhecer um dia, mas nem todos sabem o que vai acontecer com o seu corpo ou como envelhecer de forma saudável.

No Brasil, o entendimento da pessoa velha ocorre com um mix de sentimentos. A maioria das pessoas entende que os idosos merecem respeito e devem ter seus direitos preservados. Mas na prática, em sua maioria as entrevistas de emprego não contemplam pessoas acima dos 40 ou 50 anos. Nas redes sociais, ser idoso é uma ofensa e muitos demonstram irritabilidade com as pessoas que estão passando por uma etapa natural da vida.

Muitas vezes no mundo virtual ou no real, os idosos são tratados ora como coitados ou como inúteis. São vistos como vovôs e vovós que deveriam estar em casa e não são considerados pessoas produtivas e potentes. A aversão à velhice é notável e sempre encontramos comentários de que por ser idosa, a pessoa está próxima da morte. Bom, criamos essa categoria para mostrar para vocês que ser velho não é sinônimo de ser doente ou de morte. Ser velho nada mais é do que apenas mais um estágio natural da nossa caminhada como ser humano.

Photo by Tiago Muraro on Unsplash

2 replies on “Capítulo 11 – Novas categorias: Neurociências e envelhecimento”

  1. Não só isso, como os nossos velhinhos estão passando por um processo de transformação ou até mesmo de revitalização do conceito que hoje chamamos de 3 idade/velhice.

    O ato de envelhecer nao é mais como antigamente,hoje ao irmos as casa dos nossos avós tem Internet, tem canal de streaming, dependendo do dia,eles nem estão em casa pois estão fazendo caminhada;pilates;na academia e/ou até mesmo cursos.

    Muito diferente aos mesmo avós da geração dos nosso pais, que viviam no retinte do lar e só saiam quando houvesse algum necessidade(comprar algo ou dia do pagamento).

    Verdade seja dita, nossos velhinhos estão mais participativos,mais ativos, cuidando mais da saúde.
    E, não temos que reclamar, serem mais participativos faz com que as velhas histórias e as novas se misturem na roda de conversa da família, que o passado e presente seja os assuntos dos encontros e atividades(físicas ou nao) para nossos queridíssimos senhores e senhoras, melhora a qualidade de vida e o bem estar.
    Já imaginaram; que está sendo normal em algumas residências um neto chegar no seus avós “vôs assistiram a série Loki na Disney+?”.

    1. Oi Igor, obrigado pelo comentário. Sim, a mudança é real, os vovôs e vovós de antigamente não são mais os mesmos de antes, inclusive existe um mercado exclusivo para eles. É interessante e triste pensar que eles são uma parcela enorme da população que é deixada de lado em tantos fatores. Ter Netflix e streaming é uma realidade, usar o whatsapp, fazer dança no Tiktok e escrever sobre as suas vidas. É fascinante!

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