Organização-Produtividade

Capítulo 10 – Hábito, o segredo da mudança

Hoje voltamos na categoria Organização-Produtividade para falarmos de uma coisa que realmente funciona e é defendida por diversos especialistas tanto de Psicologia quanto de diversas áreas: o hábito. Hábito é, segundo o dicionário, a maneira usual de ser, fazer e sentir as coisas. Se fizermos algo com uma determinada frequência, isso acabará se tornando um hábito. Alguns hábitos podem ser considerados “bons ou ruins” de acordo com a cultura, os costumes ou a época em que vivemos.

Um bom exemplo de hábito que se modificou ao longo do tempo foi o hábito de fumar. Originalmente visto como símbolo de status (sobretudo na mídia), após a descoberta de consequências do fumo na saúde da população, foi necessário uma mudança para preservar a saúde não apenas dos fumantes mas também de terceiros. Um hábito anteriormente aceito socialmente pode ser considerado “ruim” se colocar em risco a saúde das pessoas. Mais à frente falaremos como o hábito é importante na produtividade e na organização.

Hoje no século 21 você pode notar que poucas pessoas fumam. A maioria das pessoas se importa mais com a sua saúde, sua aparência, seu corpo e em ter uma vida saudável. Novos hábitos foram adquiridos pela população e a maioria deles tem a ver com qualidade de vida. Isso influenciou (junto com inúmeros outros fatores, claro) para que o brasileiro vivesse por mais tempo e com isso cultivasse ainda mais os “bons hábitos”.

A procura por um corpo melhor deixou de ser apenas uma vontade estética e passou a ser uma preocupação real pela saúde, assim como reeducação alimentar e até o interesse pela saúde mental. Novos hábitos mudaram a população e consequentemente nos permitiram viver mais e melhor. Mas e quando não conseguimos manter tais hábitos? E quando eu não consigo malhar, ler, fazer as minhas tarefas ou até mesmo sair de casa? O que fazer quando a animação não vem? Como ser mais produtivo e organizado?

O hábito é uma jornada que nos proporciona mudanças a longo prazo. Podemos pensar nele como plantar frutas em um pomar para que depois possamos colhê-las. Isso vai evitar que tenhamos que sair por aí sem rumo procurando frutas maduras em locais perigosos. Mas plantar frutas também requer paciência, organização, cuidado e dedicação, sobretudo porque as árvores demoram a crescer e precisam ser cuidadas.

A sua planta do hábito precisa ter o solo arado, adubado e regado antes de ser plantada. Infelizmente por mais ansiosos que sejamos, não podemos pular etapas pois isso pode sacrificar a qualidade ou então inviabilizar o processo. A ansiedade pelo resultado acaba nos impedindo de criar o caminho necessário para chegar até ele. Em casos extremos podemos contar com ajuda de profissionais como o psicólogo, o terapeuta ou o psiquiatra, mas na grande maioria o problema não chega a ser extremo ainda que nos traga pequenos prejuízos.

Ok, o hábito é importante na produtividade e na organização. Mas o hábito precisa ser exercitado

Eu me considero uma pessoa criativa. Tudo bem que quando penso em pessoas criativas alguns nomes me vêm à mente como Lady Gaga e Oscar Niemeyer, mas até certo ponto me acho criativo. Certa vez estava fazendo um curso do grupo Porta dos Fundos sobre criação e aprendi uma técnica simples que me ajudou bastante. A produtora do curso nos explicou que a criatividade deve ser exercitada, e não vir sempre da inspiração. Por isso eles gravavam vídeos novos toda semana, assim não dependiam tanto da inspiração para que a criatividade viesse. Bom, você conhece o sucesso do grupo Porta dos Fundos e também como eles podem ser criativos, correto?

Eu gostei tanto da comparação que trouxe ela aqui para vocês. Nas aulas de terapia comportamental, aprendemos que o ser humano é um ser que preza por conforto e quer distância de perigos, sejam eles físicos ou psicológicos. Ele evoluiu por milhões de anos para criar a sua zona de conforto e fica muito satisfeito com ela. Infelizmente algumas pessoas acabam adquirindo hábitos que as prejudicam e gostariam muito de mudá-los. Quando um hábito te traz sofrimento e prejuízo, é hora de repensá-lo.

Quando um hábito te traz sofrimento e prejuízo, é hora de repensá-lo.

Existem muitas formas de modificar o comportamento, mas uma das mais eficazes é a repetição. Alguns podem dar o nome de perseverança porém eu prefiro utilizar o termo técnico utilizado na psicoterapia. Para adquirirmos novos hábitos, devemos repeti-los e cultivá-los de forma constante. E eles precisam ser tangíveis, palpáveis, reais. Se você leu o capítulo 6 (se não leu, clique aqui) sabe que eu tive muita dificuldade em administrar o meu dinheiro. Logo, criar a meta de juntar 200 mil reais até o fim do ano não seria muito lógica e o fracasso poderia me desanimar ainda mais.

Criar metas reais, mantê-las com frequência e se recompensar pelas conquistas têm se mostrado eficaz em terapias ao redor do mundo todo. Mas se prepare: isso vai exigir uma enorme força de vontade da sua parte, pois o seu corpo evoluiu para poupar energia e ficar em casa onde você está seguro. Lembre-se: não há nada de errado em estar seguro, mas se você acha que é a hora de mudar lembre-se que é você quem decide os hábitos que quer criar e quando.

Trocando hábitos antigos por hábitos novos

Parar de fumar, começar a se exercitar, dar mais atenção à família ou aos amigos, diminuir o tempo utilizando a internet ou aprender um novo idioma. Todos esses são exemplos de hábitos que podem ser cultivados e podem ser muito úteis no futuro. Na psicoterapia, a repetição é uma técnica que tem se mostrado muito eficaz com resultados surpreendentes. Você também pode pedir apoio aos amigos e familiares para não desanimar e seguir em frente. Lembre-se sempre de se recompensar pelas conquistas feitas e que um pouquinho todo dia pode resultar em muito no futuro. O hábito é importante na produtividade e na organização mas você precisa estar bem em fazer isso. E se a pia estiver cheia de louça e você não conseguir lavar, não desista! Comece lavando um prato por dia.

Obrigado pela leitura de hoje e espero te ver na próxima. Embora eu tenha feito o rascunho desse texto há um bom tempo, acabei encontrando recentemente um vídeo do maravilhoso historiador e professor Leandro Karnal sobre hábitos que talvez você possa expandir o que o texto explica. Você pode vê-lo clicando aqui. Um grande abraço e siga em frente.

One reply on “Capítulo 10 – Hábito, o segredo da mudança”

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